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A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

21.Mar.19

Manuela Moura Guedes e o LGBTI

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Muitas teclas e tinta se vão gastando sobre as Ideias de Manuela Moura Guedes (ou MMG).

 

Os 63 anos, o (quase) curso de direito, a panóplia de trabalhos e uma estrutura labial, digamos, interessante, conferem a MMG o enormíssimo direito de ter opiniões, sejam elas efectivamente opiniões ou pura e simplesmente acessos de renovada estupidez.

 

Para quem ainda poderá estar em Marte, MMG disse, no programa da SIC "A Procuradora", que o I em LGBTI representava a Ideologia, isto é, o direito de alguém se afirmar como se lhe dá (palavras da "jornalista").

 

O que realmente me move neste artigo nem é a completa falta de senso em pôr alguém como MMG a falar sobre coisas que desconhece (e, pelos vistos, depreza), ou talvez o facto de a pivot não ousar, sequer, corrigir MMG ou perguntar-lhe se precisava de uma dose de sanidade mental em comprimido.

 

O que me faz confusão no meio disto tudo é que a definição da sigla está em pleno Google. Basta escrever LGBTI e um dos primeiros resultados é "O que é intersexo?"

 

Hoje, e após duras críticas às suas Ideias, MMG declara que tem direito às suas opiniões. É um facto, todos temos. Mas não é irónico que o segmento em que ela se espalhou ao comprido tenha resultado para que os activistas tenham ainda mais razões para educar crianças, adolescentes, pais, mães, avós, professores, jornalistas (!), etc.?

 

De facto, não é necessário que activistas e/ou simpatizantes LGBTI façam este tipo de sessões. Não somos todos felizes com o bullying, com suicídios e com a crescente onda de ódio?

 

De facto, não é mesmo necessário que existam sessões de informação em escolas ou associações. Vamos todos queixar-nos das fake news e da desinformação e, ainda assim, continuar desinformados e sem vontade de aprender. Afinal, "eu é que sei!"

 

Se formos a ver, nem é preciso associações LGBTI ou associações para pais de LGBTI. Porque, no fundo, somos todos pessoas com IDEIAS e todos sabemos como reagir quando um filho ou um neto faz um coming out: manda-se a pessoa calar e diz-se que é uma fase, uma moda, e para ganhar juízo.

 

Até porque o LGBTI nem é aquilo que todos dizem ser. LGBTI: Liga dos Galifões Badamerdas Tontos com Ideias. Manuela Moura Guedes, na verdade, falou da forma como falou porque se identifica como I: uma ideologista! 

 

Vá lá, pessoal. Sejamos inclusivos!

 

Deste plot twist não estavam à espera, eh?