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A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

29.Mar.19

Copenhagen, here I come!

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Quis publicar este post a esta hora só para tentar meter inveja a alguém que (possivelmente) leia este blog. A esta hora - se não existirem os habituais atrasos - estarei a partir para Copenhaga!

 

Uma cidade que já queria visitar há alguns anos, mas cuja oportunidade ainda não se tinha dado. Até há coisa de 2 meses atrás, quando quis aproveitar um bom preço. Voos, hotel 4* com pequeno-almoço e seguro de viagem para uma viagem de 3 noites/4 dias: 310€/pessoa.

 

É mais que o que costumo pagar para escapadinhas, mas é um valor mais que aceitável para a cidade e o alojamento. Sim, podia ter optado por algo mais barato, mas detesto hostels, detesto um sítio onde não possa dormir descansada e detesto não ter um bom pequeno-almoço de hotel.

 

Deixai-me ser diva.

 

Ou, como prefiro dizer "deixai-me ser gente".

 

Nunca gostei nada de hostels e residenciais e sempre preferi pagar um pouco mais para ficar num hotel. Sendo Copenhaga uma das cidades mais caras da Europa, estando o hotel a 3 minutos (a pé) do Tivoli e tendo um ótimo pequeno-almoço, estava a escolha mais que feita!

 

Pronto, era isto. Até daqui a uns dias!

28.Mar.19

E quando as receitas são mais difíceis que fazer que nos vídeos?

E quando as receitas são mais difíceis que fazer

Aquela ali é, sem tirar nem pôr, a minha expressão quando vejo alguns vídeos de receitas da Tasty.

 

Já mais que uma vez fiquei eu cheia de pujança para fazer uma qualquer receita, certificando-me que tinha os ingredientes todos, até que...

 

Raios, mas como meço estas quantidades? E que informação falta aqui?

 

E o resultado acaba em algo comestível, mas não apetecível. Se me faço entender. Porque, sim, os olhos também comem.

 

Se calhar, é de bom tom dizer que não cozinho todos os dias. Vou dividindo essa tarefa com a minha namorada e só há coisa de uns 4 anos é que comecei mesmo a cozinhar (isto já depois dos 20). Precisamente depois de ler/ver receitas online. Gosto de cozinhar e inventar, mas quem também não gosta de ver receitas online para surpreender??

 

Há instantes vi um vídeo de 7 minutos com as 10 melhores receitas do Tasty. Babei-me com metade, enquanto a outra metade sinceramente não me diz nada. Apeteceu-me comer a metade pela qual babei. 

 

Facto é que soube quase imediatamente que, se tentasse replicar alguma daquelas receitas, algo ia correr mal. Não sei se por causa de, no vídeo, demorar 3 minutos a fazer enquanto que, em casa, é uma hora inteira + lavar pratos, mas há sempre algo que me falha.

 

A minha (ainda) inexperiência joga contra mim, pois claro. Aquilo que considero, por vezes, medidas aceitáveis acabam afinal por ser medidas a mais ou a menos. E, por alguma razão, nunca consigo cortar uma cebola daquela forma e acabo por culpar as minhas habilidades de cortar cebola.

 

Passadas as dificuldades da cebola e estando tudo o resto a correr estranhamente bem, chega a hora de ir ao forno. Passa-se os 20 minutos (ou o tempo necessário), vou, esperançosa, colher os frutos do meu trabalho e deparo-me com o horrível estado da coisa. A expectativa no nível 40, a realidade bem mais perto do 4.

 

Quero eu apresentar algo bonito à minha cara metade, e o que me sai é algo que parece queimado.

 

Ainda assim, vou insistir e persistir até conseguir o auge de ter uma receita melhor que o Tasty.

27.Mar.19

#DeixemAsCriançasEmPaz

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Não sei se já ouviram falar do movimento #DeixemAsCriançasEmPaz, mas deparei-me há minutos com mensagens que repetiram essa hashtag repetidamente.

 

O post em questão foi partilhado por uma conhecida minha no Facebook, tendo sido reencaminhado por uma pessoa de nome MC Somsen. Não vi quem era, também não é isso que é relevante.

 

As mensagens e posts que li eram print screens de várias mensagens de ódio deixadas na página da Zippy Portugal depois da marca anunciar a sua linha de roupa que não obedece a género.

 

Em suma, a Zippy disse "olha, isto dá para toda a gente". Tudo estaria bem se por acaso fosse só isto. Mas a Zippy Portugal cometeu um erro: pôs-lhe uma bandeira LGBTI.

 

E então o pessoal passou-se e começou a odiar a Zippy, dizendo que perderam clientes "com muitos filhos", pessoas que condenam a marca por não querer saber de quem "lhes deu a vida a ganhar estes anos todos". E depois, claro, os típicos comentários a dizer que nós, comunidade LGBTI, vamos dominar o mundo e que o pessoal heterossexual vai ser nosso escravo.

 

É exactamente isso que queremos: que o pessoal que não nos apoia seja nosso escravo ou tornar toda a gente homossexual. Como não pensamos nisto antes?!

 

Sem querer generalizar, mas generalizando, são pessoas como aquelas que estão neste momento contra a Zippy Portugal que mostram o quanto ainda é necessário educar a comunidade actual e aquela que será a comunidade futura: as crianças.

 

Porque, reparem, se não houvesse uma bandeira colorida associada à marca, tudo seria normal. Em tempos antigos, a rapariga ficava com as roupas do irmão mais velho e ninguém - ninguém - dizia que era tudo uma conspiração a favor dos LGBTI. Hoje, associa-se uma bandeira colorida a qualquer coisa e todas as marcas e pessoas apoiantes são o demónio.

 

Que mais dizer? Vou só ali torturar um heterossexual até ele dizer que vai virar bi.

25.Mar.19

Musica para dar ritmo ao trabalho

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Quem mais ouve música no local de trabalho?

 

Sei que há muitos que, infelizmente, vivem com dois tipos de realidade:

 

  • Realmente ouvem música no trabalho, mas é música de shopping ou uma playlist que não muda há mais de 2 anos;
  • Não podem, sequer, ouvir música.

 

No caso da última, é ainda mais triste, infelizmente.

 

Tenho usado a música para me dar ritmo e vontade de trabalhar. Felizmente, trabalhando numa coisa que adoro, não é difícil encontrar motivação para trabalhar e dar seguimento da orçamentos pendentes ou novos pedidos. No entanto, há dias em que uma pessoa sente mais preguiça ou outros em que simplesmente se sente sem energia.

 

No meu caso, isso vai acontecendo passadas 5h a dar-lhe duro (vai variando, confesso. Às vezes são menos horas, outras mais). Nessas alturas, o YouTube ou Spotify são os meus companheiros de música.

 

Para o YouTube, costumo pesquisar bandas sonoras de filmes e escolher um vídeo que consiga juntar as músicas em vídeos de 2h ou mais. Assim a publicidade não é tão excessiva e eu nem noto a música a passar.

 

Quando opto pelo Spotify é que é mais complicado. Sim, eu sou daquelas pessoas que não paga a subscrição mensal e ouve os anúncios e sei que tenho que sofrer por isso. Importo-me, mas não me queixo, pois sei que tenho alternativa: pago e deixo de ouvir anúncios. 

 

Mesmo com anúncios, o Spotify tem algumas playlists muito boas e, por isso, tolero bem os anúncios.

 

Músicas que têm apenas instrumental ajudam à concentração e também a dar ritmo ao trabalho ou tarefa que estás a tentar realizar. Músicas que, por outro lado, tenham letra, já podem levar a que te distraias mais e não consigas ser tão produtivo.

 

Há estudos sobre isso, mas o melhor estudo foi mesmo experimentar. Experimentei ambas situações durante uma semana e sem dúvida que fui muito mais produtiva a ouvir a banda sonora de Pirates of the Caribbean do que fui a ouvir as músicas da Sia (embora ela seja das melhores cantoras de sempre!).

 

E pronto, só queria mesmo partilhar isto.

 

E tu, que músicas ouves quando trabalhas e/ou queres ser mesmo produtivo?

23.Mar.19

O mundo do futebol

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Desde pequena que sou uma ávida fã de futebol. Com os meus 5/6 anos, ficava radiante quando me levavam ao estádio para ver a minha equipa e a única que apoio verdadeira: o Sporting Clube de Braga.

 

Para muitos, ler aquele primeiro parágrafo irá fazer crescer nas suas cabeças o típico pensamento de mente pequena "sim, claro. E o Pai Natal também existe!", mas a verdade é que pensamentos desse género ainda me fazem apoiar ainda mais o clube da minha terra.

 

Infelizmente, neste mundo do futebol - e um pouco por toda a internet, hoje em dia -, há um enorme sentimento de "eu é que sei e o que eu digo é lei". Todos percebemos uma simples frase de forma diferente, dependendo da cor que defendemos (futebol, política ou outros assuntos). Um adepto do SC Braga lê esta frase da seguinte forma:

 

O Zé foi ao médico 
Depreende que o Zé foi ao médico, seja por estar doente ou por ser uma consulta de rotina.

 

O adepto do clube rival já entenderá, por alguma razão, que o Zé é um falso que diz que foi ao médico e, na verdade, foi para os copos. Porque o Zé (a representar os adeptos do SC Braga) não pode ir ao médico, é impensável! Só alguém que não é adepto do SC Braga, alguém que não é o Zé, o pode fazer! É tudo mentira!

 

(as minhas desculpas aos Zé's deste mundo que foram chamados ao assunto sem culpa nenhuma)

 

Com tanta gente a opinar sobre os (falsos) adeptos do SC Braga, eu pergunto-me quem é, de facto, adepto de futebol e de outros clubes. E, por favor, entendam-se de uma vez por todas na decisão sobre o SC Braga ser a equipa B de um outro clube! Todas as semanas mudamos de "patrão" e assim que fico sem saber como reagir. Repare-se:

 

  • Adeptos do SL Benfica dizem que o SC Braga é o clube B do FC Porto;
  • Adeptos do FC Porto dizem que o SC Braga é o clube B do SL Benfica;
  • Adeptos do Vitória dizem que o SC Braga não tem adeptos;
  • Miguel Sousa Tavares diz que o SC Braga não tem adeptos e que o Vitória é que tem a maior e melhor massa associativa do país.

 

A minha primeira pergunta é: porque continuamos a deixar o Sporting de lado? Também não podemos ser equipa B do Sporting? 

 

A minha segunda pergunta é: porque é que é preciso que o SC Braga seja equipa B de alguém? Perdemos com o Porto, é porque somos equipa B do Porto; perdemos com o Benfica, somos equipa B do Benfica. Há umas semanas também perdemos com o Belenenses. Porque é que ninguém diz que somos equipa B do Belenenses? Isto é descriminação.

 

O mais recente "escândalo" é o facto de o SC Braga ter cedido mais bilhetes ao FC Porto. Os adeptos de futebol de hoje em dia, para além de memória curta, só lêem e comentam as notícias que lhes interessam. Ninguém se lembrou que na primeira volta o SC Braga também pediu bilhetes a mais ao Porto depois de rapidamente vender os que tinham sido solicitados. Ninguém se dignou a ler o comunicado do Presidente António Salvador.

 

Na realidade, o que importou foi que António Salvador e Pinto da Costa foram almoçar juntos. E se foram almoçar juntos é porque, com certeza, estarão agora a lutar em conjunto contra o Benfica. E porquê? Porque agora o Benfica está em primeiro lugar da liga e, de repente, depois de tantas jornadas em que fomos o Benfica B, agora somos o Porto B.

 

Resumo da coisa e agora em tom mais sério: preocupem-se com o vosso umbigo, com o vosso clube, e deixem os clubes dos outros em paz.

 

Deixem-nos ser bracarenses e lutar à nossa maneira. Somos a maior massa associativa de Portugal? Não, mas só faz falta quem cá está.

 

Tenho muito orgulho em ser adepta e sócia do SC Braga desde pequenina e nunca apoiei outro clube em Portugal. Não são só os títulos que me movem, mas a cor e a raça com que luto pelo meu clube. E pelo menos sei que, aquilo que ganhamos, ganhamo-lo com o nosso suor, sem apitos dourados ou emails.

 

Sou do SC Braga por aquilo que representa, por ser o clube da minha terra e por tudo aquilo que já me fez sentir: alegria, tristeza, frustração, de tudo um pouco. E continuarei por cá, contra tudo e contra todos, independentemente das mentiras, calúnias e faltas de respeito que outros adeptos e clubes nos farão passar.

 

A todos vós, que acreditais que o SC Braga não tem adeptos, que o SC Braga é um "clube satélite", que o SC Braga é um falso candidato a futuros títulos: leiam um pouco da nossa história, dediquem umas horas do vosso tempo, e pensem bem no que vão dizer a seguir. O SC Braga foi dos clubes que mais cresceu e fez ver desde os anos 2000. E fê-lo de forma certinha, sem grandes altos e beijos.

 

E, para quem não aceita factos, desejo-vos uma boa vida de ignorância e constante insatisfação. Pois só quem não está de bem com a vida que tem, implica com a vida dos outros.

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