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A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

24.Mar.17

Cinema português

Tenho seguido mais o cinema português desde o grande hit "A Gaiola Dourada", que entrou para o meu Top 50 de filmes (não, não sei enumerá-los porque volta e meia lá mudam!). Por "arrasto" de amigas, fui vendo mais e mais filmes e nunca fiquei muito desiludida. O cinema português tem realmente dado mais cartas - ao contrário das novelas que daqui a pouco geram protestos.

 

Depois de "A Gaiola Dourada" confesso que me custou ir ver outro filme português. Via o trailers e não achava nada de especial. Até que lá fui ao cinema com amigas ver "O Leão da Estrela", se não me engano, e fiquei muito bem impressionada. Depois vi "O Pátio das Cantigas", que confesso ter gostado mais que o primeiro, e por fim meti-me a ver "A Canção de Lisboa". Este último não me impressionou, mas não chorei o dinheiro que deixei no cinema!

 

Ontem fui ver "São Jorge". Expectativas em alta, já que o Nuno Lopes tinha ganho um prémio importantíssimo com esse filme, e por isso não custou nada dizer que sim ao convite para o cinema. Não tinha visto trailer nenhum, por isso não sabia muito bem o que esperar para além do que foi escrito no resumo da página dos cinemas NOS. 

 

sao jorge.jpg

 

Foi das primeiras vezes que perguntei a alguém se o filme ia demorar muito mais. Muito parado, completamente ao lado do que esperava. Vou deixar aqui o resumo:

 

"Jorge, boxeur, desempregado, corre o risco de perder o seu filho e a sua mulher, quando esta decide regressar ao Brasil. Em desespero, aceita trabalho numa empresa de cobranças difíceis. Ironicamente, Jorge passa a intimidar aqueles que, como ele, se vêem a braços com dívidas que não conseguem pagar. Impele-o a fé numa vida melhor para a sua família, mesmo quando se vê empurrado para um caminho de marginalidade."

 

Uma pessoa vê aquele resumo e pensa "Boa! Um filme de acção em que vamos ver o Nuno Lopes partir a boca de algumas pessoas e depois debater-se, internamente, com o que anda a fazer.

 

E realmente ele debate-se com muita coisa... Mas não dá porrada a ninguém! Melhor, dá a uma pessoa. A uma! Durante duas horas de filme.

 

A maior acção passa-se quando o vemos praticamente fazer uma maratona a andar de um lado para o outro. O homem anda que se farta! E depois anda muito atrás de uma mocinha brasileira.

 

Basicamente, posso resumir o filme a isto: Jorge é um boxeur cheio de problemas com dinheiro, mas maiores problemas ainda com um coração partido. É isto.

 

Não gostei mesmo nada, mas uma das minhas amigas gostou. Admitiu que foi parado, mas gostou da trama, por isso espero não ferir susceptibilidades com esta minha review. Mas, por favor, não me voltem a enganar com resumos do género! 

12.Mar.17

Stranger things - more like stranger AWESOME!

stranger things.jpg

 

Com um poster ao estilo Star Wars, Stranger Things, a série da Netflix, já deu muito que falar! Com uma pontuação de 95/100 no Rotten Tomatoes e de 9/10 no IMDb, esta é provavelmente das melhores séries que a Netflix tem atualmente - tal como a própria Forbes admite neste artigo!

 

A série, recheada de aspectos sobrenaturais, transporta-nos para os anos 80. A estrela da comitiva é Winona Ryder, uma actriz que (pelo menos da minha perspectiva) estará sempre ligada a coisas estranhas - mas no bom sentido! No entanto, até a magnificência de Winona passa ao lado face às estrelas mais novas e aos papéis fantásticos de desempenham! Estou a falar, claro, de Eleven (Millie Bobby Brown), Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Apesar de novinhos, estes já têm a escolinha toda!

 

Confesso que demorei a começar a ver a série. Diziam-me para ver, que valia a pena, mas com o trabalho é sempre difícil ter-se pachorra. Mas num dia de folga lá dei oportunidade.

 

Os primeiros 3 episódios foram vistos em dias diferentes. A série cativou a minha atenção desde o primeiro minuto, mas disse para mim que veria um episódio por dia para depois não chorar quando acabasse. Missão NÃO cumprida.

 

Quando acabei o episódio 4 estava eu em hora de almoço do trabalho. Deito uma olhada ao relógio e vejo que ainda falta meia hora para ter que me ir embora. E com isto começo o episódio 5!

 

Chega a noite e, estafada, não consigo fazer mais que acabar o episódio. Mas no dia seguinte era dia de folga! Conclusão: acabei a série nesse dia e fiquei completamente aterrada por ter que esperar até ao Halloween para ver o resto!

 

Esta é realmente a parte chata das séries e é mesmo um terror quando a série é tão boa. Poucas séries me têm dado a pica que Stranger Things me deu por isso, naturalmente, assim que apanhei o teaser do Super Bowl desatei a chorar. Não só porque nunca mais chega Outubro, mas porque o teaser deixa-nos completamente à toa!

 

Deixo-vos com o trailer da primeira temporada. Por favor, vejam assim que conseguirem!

 

Ah, e outra coisa: Obrigada, Netflix!

05.Mar.17

Tunísia - Ir ou não ir?

djerba beach.jpg

Há um teste muito engraçado que já fiz questão de fazer enquanto agente de viagens: mostro uma foto de um sítio e vejo se a pessoa quer ir para lá ou não. Falo do local sem mencionar nomes e digo o que há de bom e de mau. No fim, chega a hora da verdade, ou seja, pergunta-me onde e o que é aquilo que lhes mostrei. Só aí menciono que estou a falar de Tunísia.

 

Como em praticamente tudo na vida, os olhos comem mais que o resto. Na venda de viagens isto é natural, porque vemos primeiro o sítio para onde vamos e só depois é que podemos tirar elações. É normal e entendo perfeitamente, assim como entendo o medo (e por vezes repulsa) que as pessoas sentem quando lhes digo que passei os últimos 10 minutos a falar-lhes da Tunísia como um se fosse um sítio encantador e não um país de malucos que gostam de bombear cidades. Mas tudo tem uma razão: não são todos malucos e não gostam todos de bombas.

 

Pensemos por outro prisma: nós, portugueses, somos conhecidos por acolher muito bem todos os visitantes e pela nossa comida apetitosa. Mas quantos de nós não foram já maltratados por outros portugueses e comemos mal, podendo até ter ficado com intoxicação alimentar? A resposta é que já aconteceu com todos e mesmo assim seguimos as nossas vidas.

 

"Ah, mas estão a vender Tunísia porque querem ganhar dinheiro, não é porque é seguro!" - Ponto inválido. A Tunísia não mudou o seu povo ou a sua maneira de pensar, mas reforçou a segurança. E por muito que o pensamento de venda seja realmente o maior ponto de quem vende estas viagens, nenhum operador turístico apostaria na venda de um local que desse prejuízo. Porque é exatamente isso que aconteceria caso a Tunísia se revelasse um país perigoso: os operadores iriam ter que reembolsar sabe-se lá quantos viajantes e ainda pagar (em certos casos) pelo que quer que fosse que se teria passado.

 

Quando aconteceram os atentados há cerca de 2 anos, muitas foram as agências que se viram obrigadas a esforços para recuperar as férias de quem tinha escolhido a Tunísia para férias. Isto levou a prejuízos muitos e mais dores de cabeça ainda, tanto para os agentes como para os clientes. Como é natural, ninguém quer que o mesmo volte a acontecer.

 

Isto para dizer o seguinte: confiem no agente e confiem no que vos dizem. Infelizmente, não temos uma bola de cristal para que possamos olhar e dizer com toda a certeza que um maluquinho não vai fazer ameaças ou fazer mal a quem quer que seja, mas isso, a acontecer, será na Tunísia, no México, em Palma de Maiorca ou mesmo em Portugal. O ponto fundamental é este: quem tem medo não vai a lado nenhum. E eu, pessoalmente, não estragaria as minhas férias por causa disso!

 

(Basta ver que fui para Paris logo a seguir aos atentados e múltiplas ameaças de bomba do ano passado!)

 

Façam férias nos vossos destinos de sonho, não nos supostamente mais seguros. Podem surpreender-se!