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A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

A arte de divagar

Um blog como qualquer outro, sem nada a acrescentar, escrito por alguém que pensa que as suas opiniões dizem alguma coisa ao mundo.

25.Fev.17

Madeira - O que comer, onde comer e como poupar uns trocos

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Podemos reduzir os tipos de viajantes a dois: aquele que vai e gasta tudo o que pode, sem olhar a despesas, e aquele que diz que só pode gastar X porque é o que se encaixa nas contas para não perder a cabeça e chegar a casa com dívidas ou coisas que tal. Eu sou um pouco dos dois, embora me encaixe mais no segundo tipo.

 

Naturalmente, tenho sempre noção do que pretendo/posso gastar nas viagens que faço e uma vez escolhido o montante gasto-o praticamente todo. No entanto, não costumo estabelecer um limite baixíssimo e que não me deixe tirar partido do melhor do destino; há que saber equilibrar as coisas e para o que vamos. Foi a pensar nisto e tendo em conta que é uma ilha turística que disse para mim que não iria gastar mais de 100€ nestas férias de 3 dias, não porque não podia exceder-me, mas porque tenho noção de que consigo equilibrar gastos e, claro, já estou a pensar na viagem a Nova Iorque de daqui a pouco mais de um mês.

 

Destes 100€, 40€ foram gastos na contratação de duas excursões. Restavam-me 60€ para comida - não trouxe souvenirs porque não gosto de ser repetitiva. Com estes 60€ comi nos 3 dias, almoço e jantar, sendo que apenas duas foram fast food e em cafés/snack-bares.

 

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A minha primeira paragem foi na zona do Lido, onde tropeçamos num restaurante a cada 100m. Por ser das zonas mais turísticas e a zona dos hotéis, os preços das refeições também são mais caros que no centro. Aqui o melhor é mesmo aproveitar os menus turísticos que por norma rondam os 15€/pessoa e incluem entrada, prato principal, sobremesa e café. Alguns ainda incluem bebidas, mas nem todos e é necessário ter caução com isto! O preço mais chamativo que vi foi o do restaurante Granny's House, que publicitava um menu turistico por 11,90€. Que achado!! A entrada é magestosa e o restaurante literalmente emerge de um jardim. Tudo apontava para que fosse uma excelente aposta! No entanto, quando fui encaminhada para a mesa e fiz o meu pedido, achei estranho haver apenas mais um casal. Disse para mim que seria da hora. Enquanto esperava pelo prato principal, fez-se luz: o menu não incluia bebida!! Pois bem, tinha caído numa boa estratégia de marketing. No final a conta foi de 13,95€ e tinha eu pago 1,75€ por uma garrafa de água de meio litro! Fui literalmente roubada no preço da bebida. A comida em si foi razoável, mas nada de especial. Chorei um bocadinho aquele dinheiro, confesso, mas lá continuei o meu passeio.

 

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À noite, aventurei-me pelas ruas da parte antiga e encontrei a melhor casa de hamburgueres de sempre a 200m do meu hotel, o Four Views Baía 4*: o Castelo dos Hamburguers! Foi mesmo o melhor hamburguer que já comi. É servido em bolo do caco (o famoso pão madeirense) com um hamburguer caseiro e grelhado na hora e regado num molho que com certeza não tem nenhum ingrediente secreto, mas que é simplesmente fenomenal! Pode escolher-se entre o hamburguer normal, o especial e o extra (penso que é este o nome, sinceramente não me recordo), sendo que a diferença entre cada um são os ingredientes (o normal tem alface, tomate e o hamburguer, o especial tem também queijo e fambre, e o extra que também tem ovo) e, claro, o preço. Experimentei o normal e o especial e o especial vale bem os 0,30€ a mais que cobram. Tem outro sabor. Os batidos também são de fruta natural e feitos na hora e bem conhecidos na zona e no Castelo dos Hamburguers. Provei o de laranja e cenoura. Fiz aqui duas refeições, sendo que numa só pedi mesmo o hamburguer (tinha uma lata de Brisa Maracujá à minha espera no hotel!). Gastei um total de 7,70€, dos quais 2€ foram para o batido.

 

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Numa excursão a Porto Moniz, visitei o restaurante Polo Norte. Este foi mesmo dos mais fraquinhos que visitei, mas o excursionista conseguia um menu com tudo incluído (pratos pré-definidos + sopa + bebida + sobremesa pré-definida + tudo o que quisessemos beber + café) por 13€. Em comparação com outros na zona, o preço valia mesmo a pena e por isso optei por almoçar com os meus companheiros de excursão, um casal português e uma família de canadianos. Gente muito simpática! Pessoalmente, penso que levar uma sandes para Porto Moniz seja a melhor opção para quem ainda vai visitar a ilha.

 

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Por último, e este é o restaurante que mais gostei, visitei o restaurante O Trigal, também na zona antiga da cidade. Por entrada, prato principal (era italiano e pedi pizza, que era enorme) e uma bebida paguei 12,50€. Só não comi sobremesa porque não tinham opções que me agradassem, senão faria um total de 15€. Comi super bem e fui muito bem atendida! Não se pouparam a esforços para que estivesse confortável e ainda falei um pouco sobre futebol com o empregado de mesa. Infelizmente, não registei os seus nomes, mas irei recomendá-los sempre!

 

Portanto, todas as refeições somam um total de: 47,15€, menos 12,50€ que o que tinha previsto. Claro que para mim é fácil, porque posso saltar um almoço ou simplesmente comer uma sandes ou ir ao McDonald's, mas para quem não se pode dar a esse luxo, aconselho vivamente que visitem a zona antiga do Funchal e almocem por lá, porque é lá que se conseguem os melhores menus do dia.

 

Por exemplo, o restaurante Regional Flavours (que não tive oportunidade de visitar) tem menus a partir de 7€; o restaurante O Funil tem menus também baratíssimos, tal como praticamente todos nas redondezas. Há menus a 6,50€/pessoa até, mas esses só incluem mesmo o prato. Já para jantar, a grande maioria dos menus turísticos/menus do dia são retirados e o jantar é à la carte, mas ainda assim vale a pena. Aqui não temos a vista sobre o mar que temos na zona do Lido, mas temos comida tipicamente madeirense, num restaurante também ele típico e um ambiente que nos envolve muito mais que na zona do Lido, onde os turísticas perfazem a maioria.

 

No primeiro post sobre a Madeira, disse que devíamos sempre contar com 15€/pessoa por refeição e é verdade; mas se soubermos procurar e - melhor ainda - se soubermos perguntar conseguimos que a média desça um pouco.

 

Para mais informações sobre a ilha ou uma cotação de férias, não hesite em contactar. Basta enviar uma mensagem e responderei assim que possível.

24.Fev.17

Four Views Baia - Review

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Na última visita à Madeira tive a oportunidade de me hospedar no Four Views Baia 4*, um dos melhores hotéis da ilha. É preciso começar por dizer que este não é um hotel para todos; há opções mais baratas e os preços tipicamente elevados do Four Views em comparação a outros hotéis de 4* acaba por afastar a maioria dos portugueses. No entanto, posso atestar que vale todos os cêntimos.

 

(Agora será normal começar a assumir que eu digo que vale porque tenho dinheiro para o pagar e sim, admito que tenho; mas qualidade paga-se e é preciso pensar nisso também.)

 

O serviço de topo deste hotel começa logo na chegada. O transferista vira para entrar na propriedade de é desde logo notória a qualidade de tudo o que vamos encontrar desde aí: o caminho perfeitamente empedrado, a iluminação moderna, o passeio ao lado da estrada para os carros, as próprias árvores mais bem tratadas que a minha roupa... E depois a entrada para a recepção, que tanto respeito mete!

 

Uma vez na recepção, somos acolhidos pelos recepcionistas que, pese embora estejam a ser pagos para isso, nos recebem com um sorriso de orelha a orelha, fazem o check-in o mais rápido possível (o meu durou 5min), se oferecem para nos guardarem as malas caso o quarto não esteja disponível e - esta é a cereja no topo do bolo, mas confesso que não sei se foi algo que foi só para mim - deram também a oportunidade de usufruir logo do pequeno-almoço, coisa que não é normal.

 

O pequeno-almoço é o maior buffet que já vi. Fora aqueles resorts de luxo nas Caraíbas e sítios que tal, muito, muito poucos hotéis conseguem ter um buffet como o do Four Views Baía 4*: perto de 10 opções quentes, uma banca enorme só para fruta (de época e regional), iogurtes naturais, pelo menos 3 variedades de cereais para misturar com leite ou com o que se queira, uma mesa só para torradas e uma banca cheia de variedades de pão, croissants e bolos frescos, e isto só a falar do que me lembro. Infelizmente, não tirei nenhuma fotografia mas posso garantir que um comum mortal se sentirá nas nuvens e apenas repetirá pequenos-almoços se for mais esquisito.

 

O quarto, esse, foi mais uma surpresa agradável. Quartos limpos e grandes já seriam de esperar, mas a personalização do quarto em si apanhou-me de surpresa: a TV e o telefone tinham o meu nome e davam-me as boas-vindas ao hotel!

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Se já não estivesse impressionada seria aqui que me cairia tudo.

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No quarto tinham-me deixado fruta, uma garrada de água e ainda um conjunto de chás e cafés que poderia fazer numa cafeteira de água quente (também disponível no quarto). Dentro do armário tinha ainda um cofre que tem um custo de 15€/semana.

 

O hotel dispõe de autocarro de cortesia que faz cerca de 10 viagens até ao centro do Funchal (ida e volta) e que é gratuito a todos os hóspedes. No entanto, para quem gosta de andar a pé, a caminhada até ao centro faz-se bem em 10 minutos. Para regressar é que é mais complicado porque sobe e não é pouco! Custa só a primeira vez. 

 

No último dia, como regressaria bem cedo prepararam a sala de pequeno-almoço mais cedo 1h30 de propósito! Claro que aqui não tive as opções quentes, mas foi realmente a última coisa a faltar, porque tudo o resto estava igualzinho aos outros dias. Mais uma vez, aqui nota-se a diferença entre este e outros hotéis: regra geral, quando temos que sair mais cedo preparam-nos um lanche em jeito de pequeno-almoço para levarmos connosco, mas o Four Views Baía abriu o restaurante de propósito.

 

Em suma, é um hotel mais caro, mas onde nos sentiremos nas nuvens e super mimados. É difícil passar de um Four Views Baía para um hotel de 4* que faça metade, porque mal nos habituamos a ser especiais é difícil voltar a ser mortal.

23.Fev.17

O melhor emprego do mundo

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Para o bem e para o mal, já passei por alguns empregos na minha caminhada de (quase) 4 anos como trabalhadora. Depois da licenciatura, foi premente para mim começar a trabalhar e começar a constituir o meu currículo e (claro) ganhar alguns trocos!

 

Com uma licenciatura no bolso é normal querermos algo melhor para nós próprios. Quase todos os dias ouvimos dizer que será difícil arranjar trabalho e que devemos contentar-nos com limpezas ou caixas de supermercado (nada contra, são profissões necessárias e que respeito muito), mas nem isso nos impede de enviar currículos para vagas que pedem mais experiência e estudos que por vezes só pensamos ter. No final das contas, acabamos por perceber que temos que baixar expectativas e agarramos o que nos aparece. Claro que não acontece com todos, mas infelizmente é uma realidade que não podemos esconder.

 

Isto para dizer que encontrar o melhor emprego do mundo não é fácil. Tal como encontrar o amor não é fácil! É preciso toda uma ciência e uma poção com ingredientes secretos que nos levam a encontrar tanto um como o outro, dos quais a sorte (aproveitá-la e fazê-la) faz parte. E quando encontramos o melhor emprego, ele nunca será perfeito; existirá sempre algum aspecto que gostamos menos ou outro que gostaríamos de mudar, mas (mais uma vez) até o amor é assim: o/a nosso/a respectivo/a não é perfeito em todos os aspectos tal como nós próprios não o somos.

 

De minha parte, comecei a trabalhar na área dos call centers. Tive sorte, estava na melhor parte dos call centers: apoio técnico. E qual a parte ainda melhor? Trabalhava com o Reino Unido, ou seja, com pessoas super simpáticas. Parecendo que não, trabalhar na parte do apoio técnico é uma grande vantagem em relação a outros call centers, já que são as pessoas que nos ligam e não o contrário e, quando assim é, a disposição para ouvir a pessoa que está a atender o telefone é sempre melhor. Não quer dizer que dias maus não existam, mas são certamente menos recorrentes! Durante o tempo de call center trabalhei com a Randstad, a empresa de trabalho temporário, e foram excelentes comigo. Digam o que disserem, a Randstad com quem trabalhei sempre me ajudou mesmo quando não era preciso.

 

A minha aventura pelos call centers terminou passado 11 meses quando me deu na real telha que queria trabalhar no Algarve, onde acabei por viver e trabalhar durante cerca de 18 meses. Lá não trabalhei, suei. No verão tinha 2 empregos e no inverno aguentei-me num hotel, o meu primeiro full-time quando lá cheguei. Durante aqueles 18 meses trabalhei 3 meses a part-time num quiosque de vendas e promoção do Zoomarine, 9 meses na recepção de um hotel, 6 meses num quiosque de vendas de actividades turísticas e outros 6 meses numa loja de souvenirs. De todos, tirei o melhor, mas o que mais gostei foi o quiosque de vendas de actividades turísticas onde fiquei até regressar ao norte de Portugal.

 

Cá no norte, a intenção era concentrar-me nos estudos e aproveitar o subsídio de desemprego durante um ano. No entanto, regressar de ritmos frenéticos fez com que me aborrecesse de morte ao ficar em casa e passadas 2 semanas já procurava um trabalho. Em Janeiro de 2016 iniciei o emprego que ainda hoje mantenho como agente de viagens.

 

Para mim, este está a ser o meu melhor emprego. Como todos, tem sempre partes que gosto menos, mas no geral traz-me grandes vantagens e é um trabalho que me dá gosto fazer e que acordo todos os dias com vontade de fazer. Não se enganem com a ideia normal de uma agência de viagens; naquela onde trabalho não passo os dias no Facebook ou no telemóvel e há inclusive dias em que em vez de sair às 23h00 sai apenas à 01h00 da manhã. Por isso já conseguem imaginar o volume de trabalho e stress que se sente!

 

No entanto, é um trabalho que adoro. E, por isso, é o melhor trabalho que neste momento podia ter e desejar. Sou uma das poucas pessoas que encontrou um trabalho que adora e/ou que adorou todos os trabalhos que teve e considero-me uma sortuda por isso. É o primeiro emprego em que fico mais de 1 ano e não tenho vontade para sair. Em todos os outros havia sempre dias e momentos em que me apetecia redigir a carta de despedimento e simplesmente sair; não me davam tudo o que queria. Como agente de viagens faço as pessoas sonhar e ajudo-as a concretizar os seus sonhos Por mais insignificante que pareça, é o melhor sentimento do mundo!

 

Mas não se esqueçam dos empregos por que passei; não foi um caminho simples e foi algo conturbado, porque ter 5 empregos diferentes em 2 anos não é consistente e pode ser muito mal visto pelas empresas empregadoras. Para além, claro, dos desafios dos próprios empregos: num call center e em tudo o que seja trabalho ao público é preciso relativizar muita coisa e nem toda a gente o consegue fazer. Eu comecei do zero, fui aprendendo e fui subindo na vida, mas sem nunca me esquecer por onde passei, por que passei e o que aprendi.

 

Não desistam à primeira. Aceitem o trabalho que for preciso, mas nunca desistam dos vossos sonhos. E, acima de tudo, não se esqueçam que o melhor emprego do mundo pode ser o vosso emprego actual!

23.Fev.17

O melhor da Madeira e porque toda a gente a adora

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Já é certo e sabido que a Madeira é uma ilha muito acarinhada pelos portugueses e está no topo da lista de locais a visitar de muitos dos nossos. À primeira vista é fácil entender todo este carinho: uma ilha portuguesa, onde podemos ficar alojados em hotéis bons por relativamente pouco dinheiro sem fugir à comida que tanto apreciamos. Sim, porque ir para fora é muito giro, mas a comida deixa a desejar para muitos de nós que estamos habituados a comer bem.

 

Em primeiro lugar, é bom chegar e sentirmo-nos bem-vindos. Foi exactamente isso que aconteceu comigo. Tinha um representante da empresa transferista que contratei, a MB Tours, à minha espera com um envelope com o meu nome e que me acolheu e cumprimentou com um sorriso na cara e até fez questão de levar a minha mala. Apesar de ser transfer partilhado, senti-me como se aquilo tudo fosse só para mim! A viagem até ao hotel correu lindamente, com conversa de circunstância com o outro casal com quem dividi o carro, e aquando da minha chegada o motorista fez questão de me desejar uma óptima estadia, relembrar para aproveitar bem esta ilha fantástica e dizer que pelas 12h estaria cá um representante da empresa para me falar um pouco da ilha e me dar a conhecer algumas excursões.

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No hotel, volto a ser bem recebida e assim claro que fica impossível não gostar! No meu caso fiquei hospedada no Four Views Baia 4* (podem encontrar a review aqui). Como cheguei muito cedo tive logo oportunidade de aproveitar o pequeno-almoço para repor energias enquanto aguardava que o meu quarto ficasse pronto - acabei por fazer o check-in às 11h em vez das habituais 14h. Entretanto, guardaram-me a mala e deu ainda tempo de ir conhecer um pouquinho a ilha durante a manhã.

 

O resto já pode imaginar: fiquei deslumbrada com a beleza, a simplicidade e as vistas. Sendo uma ilha muito montanhosa, há muitos sobes e desces que têm os seus pontos bons e maus. Do lado bom temos a parte de conseguir ter vistas espectaculares, mas em contrapartida cansa um pouco ter que andar sempre a subir e descer! Nada que umas viagens de autocarro ou taxi não possam resolver, claro. Os próprios hotéis têm, na sua maioria, autocarros de cortesia para levar os hóspedes até ao centro e de regresso ao hotel.

 

Embora seja uma viagem relativamente barata, há que ter em conta determinadas situações:

 

  • Regra geral, é recomendável ficar hospedado em regime de alojamento e pequeno-almoço para que se possa tirar o maior partido da vertente gastronómica da ilha. Tal, no entanto, obriga a que estejamos sempre à procura de restaurantes ou cafés para almoçar/jantar e, à excepção dos cafés e snack-bares, devemos contar gastar em média uns 15€/pessoa e refeição. Para almoço e jantar são logo 30€/pessoa, que numa estadia de 4 dias tem um custo total de 120€/pessoa. Há sempre a possiblidade de ficar em meia pensão e eliminar logo os problemas, mas sinceramente só compensa se a meia pensão incluir bebidas e/ou custar até 20€/pessoa. Como por norma é buffet os 5€ a mais são justificados.
  • Ainda no seguimento dos almoços/jantares, aconselho vivamente a perguntar aos locais onde e quais são os melhores restaurantes qualidade/preço. Infelizmente - e como em todo o lado -, há restaurantes que não valem o preço e é sempre bom tentar não desperdiçar dinheiro ou refeições. Pessoalmente, visitei alguns restaurantes que foram agradáveis e sobre os quais podem ler aqui.
  • Agora falo um pouco das excursões, porque vir à Madeira e não as fazer é uma enorme perda! Muitos optam por alugar um carro para visitarem os locais por conta própria, mas não é aconselhável. É fácil passarmos por um ponto de interesse sem sequer nos darmos conta e é para que isto não aconteça que contratamos serviços profissionais. Já numa segunda ou terceira visita à ilha, aí o carro já é um recurso a considerar. Para a contratação de excursões, há que dispensar pelo menos uns 60€/pessoa para incluir uma visita aos lados este e oeste da ilha e também ao Curral das Freiras. Estes são os pontos mais importantes e aqueles que nos conseguem dar a conhecer praticamente toda a ilha.
  • Ainda relativamente às excursões, aconselho, sempre que possível, a contratá-las no local. São mais baratas e podem até conseguir packs com descontos. Eu viagem com a DG Travel (desde já um muito obrigada ao sr. João Francisco, nosso guia, que tornou a viagem muito agradável) que, apesar de não ser a mais barata, foi muito profissional e não me arrependo. Também é preciso fazer alguma pesquisa das empresas, confesso, porque se for mais barato mas trabalhar mal já acaba por não interessar tanto.

 

Por fim, não recomendo pesquisa extensiva sobre a ilha antes de visitarem. No meu caso, já a conhecia bem em consequência do meu trabalho, mas pesquisa extensiva e ver tudo e mais alguma coisa online pode estragar a forma com apreciamos a ilha e as suas vistas. Aconselho que faça alguma pesquisa ou consulte um agente de viagens, mas deixe que a ilha o deslumbre naturalmente. Se precisar de um orçamento não hesite em contactar-me.

09.Fev.17

Celebremos Fevereiro!

Há dias e alturas do ano que dão sempre muito que falar. E não, não estou a falar das prendas pelo natal ou das bebedeiras e curtes e ano novo. É Fevereiro e isso significa só uma coisa: corações em todo o lado, montes de fotografias de casais a professar o seu amor eterno e, acima de tudo, fotografias dos bilhetes para as Cinquenta Sombras Mais Negras.

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O que eu acho negro no meio disto tudo é a importância que se dá ao dia 14 de Fevereiro todos os anos e o esforço que e coloca neste dia para que tudo seja especial e não seja mais um dia como os outros.

 

Acho muito bem e concordo que exista um dia que celebre o romance; não concordo é que seja quando a sociedade quer! Se me apetecer ser romântica tenho 365 (ou 366, dependendo dos anos) dias para o fazer, portanto porque raio me hei-de dedicar a um dia em particular e esperar que ele chegue?!

 

Celebremos Fevereiro por outras coisas. Este é um mês especial sim, mas por outras coisas que não o dia dos namorados:

 

  • É o único mês que não tem 30 ou 31 dias;
  • É o mês de transição inverno - primavera, o que significa temperaturas acima dos 10º e menos chuva! Pelo menos este ano estamos a ser brindados com isso;
  • É o mês em que suspiramos porque Janeiro, o mês que nos parece durar uma eternidade, finalmente acabou e já não temos que apertar tanto o cinto com as despesas que tivemos em Dezembro e/ou as coisas que temos de pagar e que invariavelmente aumentaram com a inflação;
  • É também o mês do Carnaval, o que significa que é aceitável rirmo-nos da desgraça dos outros;
  • Por fim, é o mês em que muitos trabalhadores começam a pensar nas férias de verão.

 

Se estamos a ser sinceros, Fevereiro é aquele mês altamente, parecido ao primo boa onda que todos temos e que só vemos uma vez por ano. Celebremos por isto também!

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